Importância da parceria entre agências digitais e produtoras de tecnologia
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Sobre o Episódio
Neste episódio do Papo Vitaminado, Rodrigo Neves, CEO da VitaminaWeb, conversa com Ramon Oliveira, Fundador da Mestre GP, sobre o papel estratégico das parcerias entre agências digitais e produtoras de tecnologia (web e mobile).
A colaboração entre esses dois segmentos é essencial para atender às demandas de projetos digitais cada vez mais complexos e integrados. Durante o papo, os especialistas discutem como essas parcerias podem impulsionar resultados, combinar expertise criativa e tecnológica, e entregar soluções mais completas aos clientes.
Tópicos abordados:
- Benefícios da integração entre agências digitais e produtoras de tecnologia.
- Como otimizar a comunicação e os processos entre as equipes.
- Exemplos de projetos bem-sucedidos baseados na colaboração.
- Tendências do mercado digital para agências e produtoras.
Se você trabalha com marketing, desenvolvimento ou gestão de projetos digitais, este episódio traz insights valiosos sobre como essas parcerias podem transformar resultados e criar um impacto positivo no mercado.
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[00:04] Rodrigo: Olá, pessoal. Meu nome é Rodrigo Neves, sou CEO e fundador da Vitamina Web. Estamos aqui em mais um papo vitaminado, agora com um grande parceiro aqui, grande amigo Ramon do Instituto Mestre GP. Ramon, obrigado por ter aceitado o nosso convite.
[00:18] Ramon: Eu que agradeço, Rodrigo, sempre aí ao espaço. A Vitamina Web também é uma parceira do Mestre GP, já estivemos juntos aí em eventos, né, fizemos juntos. E é um prazer, cara, espero poder colaborar aí com a turma com o que você vai trazer aqui na pauta.
[00:36] Rodrigo: Bacana. Pessoal, não deixe de seguir nosso canal, as redes sociais da Vitamina Web, tá? A gente começou esse agora essa amosta empreitada agora de fazer um programa de entrevista da Vitamina. É, nosso aqui é o nosso segundo programa hoje, e, cara, queria muito falar contigo sobre um assunto que eu que eu acho que é muito pertinente, né? Que é a parceria que existe entre as agências digitais e as produtoras digitais, né? Ou produtoras de tecnologia, web, como como o pessoal normalmente chamam por aí. Ah, o que que você acha disso, Ramon? Hoje, é existe, eu vejo uma grande sazonalidade, sabe? De vez em quando, eh, todo mundo tá externalizando, de vez em quando todo mundo tá internalizando, né? Eh, a equipe de desenvolvimento, né? Eh, nunca deixou de ter as produtoras, nunca deixou de ter as parcerias, mas tem esses movimentos, né? Ah, contrata muito gente, demite e e e vira, vira, vira, vira parte, contrata o parceiro, um fornecedor. Eh, nessa, nesse ano, que a gente vem com muita transformação no mundo, muita, muito processo diferente. Muita coisa mudando. Qual, qual que foi sua percepção? Externalizou mais ou internalizou mais?
[01:47] Ramon: Boa, Rodrigo. É, realmente como você falou, é, essa coisa é muito sazonal, né, essa história de de a gente internalizar ou externalizar, seja qualquer serviço, né, de tecnologia ou qualquer outro serviço que a agência possa fazer. O que que eu percebi, né, nesse momento de pandemia, aí, conversando com algumas pessoas, com as pessoas que eu sou próximo, assim, cara, eh, existe agora um pouco mais forte de novo essa parte de buscar parceiros. Ah, até por conta do modelo de trabalho que mudou, né? Então, hoje o que eu vejo que as agências buscam os parceiros, até também para atender as demandas dos projetos, né? Eh, cada vez mais inovadores, cada vez mais, eh, singulares, né? Então, você tem que sempre estar com um parceiro muito específico para atender aquela demanda. E assim, uma opinião, eh, e eu acho que é algo que vai ser também, eh, cada vez mais evidenciado e mais fortalecido é esse movimento, pelo menos é, a sazonalidade de agora é a coisa das parcerias, né? Eu vejo que as agências buscam muitos parceiros e têm se focado cada vez mais na parte estratégica, criativa, eh, de negócio, né? E buscando os parceiros para poder atender as suas demandas. Obviamente que assim, existem agências que são especialistas em temas, né? Ou seja, tem agência que é muito especialista em algum tipo de entrega.
[03:24] Rodrigo: Links patrocinados, SEO.
[03:26] Ramon: Exato. E muito provavelmente ela pode ter já uma estrutura interna, que eu acho que também é natural e
[03:33] Rodrigo: Sim. Inclusive eu também recomendo, assim, por mais que você tenha um parceiro de tecnologia, se eh, pro parceiro de tecnologia, pro parceiro de desenvolvimento, né, pra produtora, é legal que tenha alguém do outro lado que conheça, entendeu? Que possa trocar, sabe? Possa agregar, entendeu? Possa falar a mesma língua, passar a informação pro pros superiores de uma forma mais, mais tranquila, transite melhor lá dentro, entendeu? Quando você, às vezes, não tem esse lado de lá, né, dificulta um pouco o processo de você conseguir explicar, às vezes, até umas dificuldades do teu projeto, ou sugerir novas implementações, entendeu? A pessoa entender que que é necessário ou não, entendeu? Então, eu acho que eu defenderia que realmente as agências, pelo menos assim, tem que ter alguém técnico do outro lado. Pode não ser que o cara tem que ficar programando, né, sabe? Mas tem que ter alguém que entenda tecnicamente na agência, né?
[04:20] Ramon: Exato, exatamente. E aí o trabalho, né, sem querer também evidenciar ali o perfil, muitas vezes quem faz esse papel é o gerente de projetos, né? A pessoa que conhece tecnicamente daquele desafio, mas não a ponto de executá-lo, né? Tipo, programação, como é, o que você citou. Ele, ele não é um programador, pode até entender de programação, conhecer, entender os termos técnicos, conseguir entender o que que o cliente vai precisar aí e e conseguir passar isso para um parceiro de maneira estruturada. Obviamente que ele vai contar muito com um parceiro também para algumas questões técnicas, mas já consegue digerir aquela demanda internamente e passar para o parceiro. Então, muitas vezes quem faz esse papel é o gerente de projetos, mas obviamente que, então se você tem alguém, por exemplo, lá de TI na tua equipe, né, que possa conhecer um pouco de infraestrutura, não só de programação, ajuda também. É, mas obviamente que o o gerente de projetos, ele cumpre muitas vezes esse papel.
[05:25] Rodrigo: E, e hoje, é, uma coisa também que eu vejo que é, que é, que é um pouco perigoso para uma, pra uma agência também, é, é não ter a flexibilidade em, em algumas questões, né? Eu acho que você só, só ter equipe interna, tá? É ruim, entendeu? Só terceirizar também é ruim, sabe? E só terceirizar, e, e assim, ah, ah, beleza, eu tenho equipe interna e terceirizo. E, e também só, só ter só um parceiro aonde você conta com isso, ajuda também é ruim. É bom você ter mais de um parceiro, porque às vezes, aquele seu parceiro não pode te atender naquele momento, não, não porque ele não quer, que ele, eh, não tem capacidade. Mas às vezes, ele tá com uma pauta, na casa, tá cheia, né? Ele não consegue no prazo que você precisa. Você tem que ter um plano B. E, às vezes, a sua equipe interna também tá toda, toda atolada. Então, constantemente buscar parceiros, né? É, é uma tarefa que eu acho que é primordial. E essa busca por parceiros, quem faz, normalmente? É, é o, é o gerente de projetos que ele, que ele, que, que tem que pensar nisso? Ou se deixa uma área de operações numa, numa agência?
[06:30] Ramon: Boa. Eu concordo com você também, primeiro, nessa questão de você ter mais parceiros, é importante mesmo, né? Como você falou, um caso é a pauta daquele parceiro não poder atender, enfim, isso acontece muito, né? E é bom você ter os parceiros também, sou bem a favor disso. Ah, e sim, o gerente de projetos, ele pode fazer esse papel de buscar os parceiros. Eh, mas muitas vezes a etapa de homologação não depende dele, né? Quem vai homologar aquele parceiro, porque tem muitos critérios que não estão no controle do gerente de projetos, né? Então, ele pode tecnicamente validar aquele parceiro. Ah, ele vai atender, ele tá dentro do preço. Eh, ele pode atender no prazo, mas existem outras etapas de homologação que, muitas vezes, não estão com, com o gerente de projetos. Por exemplo, questões de formas de pagamento, aquele parceiro só só pode receber o pagamento em determinados formatos. E ele não vai conseguir dizer se a agência vai conseguir atender aquele formato ou não, vai passar para alguém, vai para uma etapa de financeiro e tal. Eh, então, algumas etapas o gerente de projetos não, não entra, mas ele pode, pode, pelo menos, buscar esse parceiro, né? No mercado. Vai atrás, enfim, acha as pessoas, faz as reuniões e apresenta pra agência, apresenta pro time, às vezes é um, um parceiro que tem uma entrega eh, muito mais, que vai afetar muito mais a parte criativa. Daí o time de criação precisa homologar aquele parceiro. Ele vai conseguir manter a minha qualidade criativa que eu estou pedindo para esse projeto? Eh, muitas vezes é financeiro, ele vai atender a questão financeira do meu projeto? Eh, então, tem alguns elementos que o gerente de projetos não, não consegue homologar, mas sim, a equipe de operações ou de projetos, ela, muitas vezes, vai atrás desse parceiro e e traz a solução para dentro da agência.
[08:19] Rodrigo: Hoje, você, como Mestre GP, você tem muito contato com o gerente de projeto, né? Eh, você sabe quais são as principais reclamações que eles têm com relação às entregas, internas ou externas, assim, da, da equipe? Eh, ou, ou é falta hoje de conhecimento? Realmente os clientes estão querendo as coisas com um prazo muito curto, não tá, não tá dando para atender? Que que, a maior reclamação que, que tem da, da entrega, da produção de tecnologia hoje?
[08:42] Ramon: Legal. Pergunta de um milhão de dólares, hein, Rodrigo? É. É, cara, assim, é difícil cravar uma, uma reclamação, né? Porque eu acho que até eh, vai depender muito do projeto que tá envolvido, enfim, cenário que é aquele projeto e tal. Mas tem umas coisas que são sempre, né, que você deve saber também, que são sempre aquelas coisas que, tipo, é difícil você, eh, contornar, porque, eh, muitas vezes não tá na mão de uma pessoa só aquilo, né? Aquilo tá na mão de outras pessoas. Prazo é uma delas, né? Então, eh, eh, isso não quer dizer que não é possível contornar. A gente tem mecanismos na gestão que, eh, fazem com que você evite esse problema, mas ele Ele continua existindo. Geralmente acontece. Por exemplo, projetos que são, aqueles projetos que são datados. Ou seja, todo mundo sabe que tem Páscoa, todo mundo sabe que tem Black Friday, todo mundo sabe que vai ter Natal, mas
[09:44] Rodrigo: Deixa pra uma semana antes ou semanas antes, né?
[09:47] Ramon: Exatamente. Então, você sabe muito bem como é que é. Então, esses tipos de projeto a gente pode evitar e trabalhar com alguma antecedência para, no dia que chegar, as coisas já estão mais ou, bem preparadas. Mas a gente sabe que continua acontecendo nessas questões, esses projetos datados. Então, prazo é sempre um problema, eh, budget também é sempre um, um problema, né? Eh,
[10:14] Rodrigo: Você fica, você fica sem manobra, né?
[10:15] Ramon: Fica sem manobra, sempre tem menos budget, tem, né, as pessoas querem fazer mais do que aquele budget pode. Eu acho que isso é uma, até uma discussão saudável, eu entendendo na cadeia de gestão, isso abre a possibilidade pro parceiro ser mais consultivo, porque muitas vezes o cliente, ele tem um budget e tem uma expectativa, né? Ah, eu quero, eu tenho um real e quero fazer um super app. Aí você fala, cara, com um real, um super app não dá pra fazer, mas você pode fazer uma landing page maravilhosa que vai te atender além daquilo que você espera, nisso, nisso, nisso, nisso. Então, você consegue ser aquele parceiro consultivo e não só aquele parceiro que tira o pedido e entrega sem muito questionamento. Então, eu acho que essa questão do, do budget te dá a liberdade de você ser mais consultivo, te dá essa oportunidade, né? Então, é um, é um problema, mas eu acho que isso, se você encarar da maneira certa, gera uma oportunidade pro teu parceiro, pro teu cliente te entender como um um braço estratégico. Fala, pô, aquela pessoa eu pedi aquilo, ele veio com argumentos, mostrou que com aquilo que eu tenho de budget eu não posso, eu não consigo, mas ele me deu soluções, ele foi consultivo, ele me deu oportunidades diferentes para atender a minha, a minha demanda. Então, você virou um parceiro, então, eu acho que isso é um, é uma questão boa. Eh, então, prazo e dinheiro são sempre eu, acho que os, problemas mais recorrentes aí da gestão de projetos.
[11:43] Rodrigo: O, uma coisa também que eu acho que acontece bastante, eh, e, e cada vez acontece mais mesmo, é a falta de recursos, eh, recursos que eu não falo, pessoas mesmo, profissionais, né? Eh, esse último ano, eh, pro mercado digital, né, eh, ele foi fantástico, a gente não pode falar que não foi bom, pro mercado digital. Não falei que é um ano bom, então, assim, para o mercado digital é um ano que abriu muito leque, muita possibilidade. Principalmente se for pensando no lado do e-commerce, né? Porque hoje, eh, as pessoas, elas se acostumaram, né? Elas se colocaram ao, ao usufruto de usar mais esse tipo de serviço, né? Porque antes você, eles usavam, mas não usava tanto, né? Eu comprei uns, umas coisas que eu nunca achei que ia comprar, porque eu não sou desse, eu sou do, do novo, só que eu ainda gosto de pegar as coisas, comprar e levar pra casa, né? Eu nunca achei que ia comprar tênis pela internet. Entendeu? Então, comprei vários tênis pela internet. Então, assim.
[12:42] Ramon: É.
[12:42] Rodrigo: Deu grandes possibilidades. E tem muita demanda. E realmente não tem profissional disponível, né? Eh, é muito, eh, e agora com, com a pandemia, não sei se você tem essa percepção também, abriu o leque do trabalho remoto, certo? Assim, abriu, abriu o leque não. Abriu a mente que as pessoas, e trabalho remoto.
[13:02] Ramon: A mente.
[13:03] Rodrigo: E agora eu posso trabalhar remoto para qualquer país, né? Entendeu? Porque todos os países abriram a mente, não foi só pro Brasil. Então, tem muito profissional hoje em dia que ele, ele, antigamente, para ele ir para um trabalhar em Portugal, na Europa, Nova Zelândia, Estados Unidos, ele tinha que se mudar. Sei. Que era uma exigência, inclusive, da empresa. Hoje, as empresas não tão nem aí para onde você está, entendeu? Então, eh, ao mesmo tempo que é bom, né, acaba roubando os nossos,
[13:30] Ramon: Talentos também, né? É, é bom porque abre, mas também é bom porque abre para os outros países.
[13:36] Rodrigo: Exatamente. Exatamente.
[13:39] Ramon: Pra vir aqui e contratar, é.
[13:40] Rodrigo: Essa, essa é uma grande defasagem, né?
[13:40] Ramon: É uma defasagem, é, é. O mercado digital, como você falou, cara, cresceu muito. E-commerce é um exemplo assim,
[13:49] Rodrigo: É.
[13:49] Ramon: Eh, cresceu demais. É o que você falou, sua experiência que você não comprou tênis, comprou, sabe? Muita gente comprou pela primeira vez na, nesse momento que a gente tá vivendo. Mas, realmente, assim, o mercado de tecnologia ele, ele sempre, ele, ele sempre foi carente de profissional, não é agora, né? Acho que você que é o dono aí da Vitamina Web há muitos anos já.
[14:09] Rodrigo: É. Sempre, sempre tem, né, cara?
[14:11] Ramon: Ou é alguma linguagem de programação que é muito nova e ninguém sabe, ou é um formato que ninguém sabe.
[14:16] Rodrigo: Sabe uma coisa que a gente, eu tenho feito, né, [inaudível] um pouco pro pessoal, é, é, sempre, sempre eu penso no que eu posso fazer a menos. Que que eu faço? Como assim, fazer a menos? Assim, qual o serviço que eu posso deixar de fazer? Qual a tecnologia que eu, que eu posso deixar de fazer? Eh, qual, o que que eu posso, eh, parar de fazer internamente e ter um parceiro que me agregue mais, para, para ter uma melhor entrega? Porque hoje, o grande.
[14:40] Ramon: Para ter escala também, né? Para você ganhar escala.
[14:42] Rodrigo: É. Exatamente. Porque, assim, eu, eu, eu, eu acho muito ruim, se você é uma agência de marketing, você tem que realmente ter, às vezes o cliente, ele quer, como, às vezes, que é o único ponto de contato. Ele, o cliente não quer falar com 15 fornecedores. Ele quer o único ponto de contato que monta o projeto, a campanha, entendeu? Então, eu acho que, eh, como fazer menos, eh, cara, eu olho hoje em dia o serviço que a gente oferece, assim, cara, esse serviço aqui, meu, eu paro de oferecer, ou eu, eu vou, a gente vai cada vez mais afinando o portfólio. Eu fiz um, no começo de uma empresa, normalmente, você abre, meu, muito serviço e espera que alguém contrate alguma coisa e vê o que que tá vendendo mais, né? É, a, é mais natural. Eu já tô numa fase, graças a Deus, que eu começo a olhar quais os serviços que dão, são mais rentáveis, quais que eu, que eu não consigo oferecer, porque nem tudo você é bom na vida, né? Então, qual, qual que a gente vai.
[15:51] Ramon: Tem gente que tenta ser, né? Fala que faz tudo, né?
[15:54] Rodrigo: É. Mas tem que cortar algumas questões e, e algumas coisas internas mesmo, assim, o meu core eu não posso perder, né? O meu core você tem que ter, eh, o core interno, não, não que você também não pode ter as alavancas, né? Eu sou uma empresa de tecnologia, não quer dizer que eu não posso ter outro parceiro de tecnologia que, em algum momento, pode me suportar, com a saída de um funcionário, com uma alta demanda que entrou no momento, né? Só que o meu core, eu, eu mantenho o máximo vitaminado possível, né? Entendeu? O máximo vitaminado possível.
[16:20] Ramon: Boa. [risada] Ah, lá, hein.
[16:26] Rodrigo: É, e o que não é core, cara,
[16:29] Ramon: Ou deixa de fazer, ou terceiriza, ou vai pro parceiro.
[16:32] Rodrigo: Indico. Às vezes, assim, não ganho nada, cara, não, não quero ganhar nada. Eu indico um parceiro, ou, ou, às vezes, é um projeto que tem que fazer em conjunto. Eh, a gente teve um bate-papo aqui no Papo Vitaminado com o Marcelo da Select Soluções. E, cara, é um parceiro nosso da Select de longa data. Entendeu? Longa data. Fizemos muita coisa em conjunto, entendeu? Então, assim, por quê? Porque realmente a gente cada um ficou no seu core business ali trabalhando, entendeu? Eu acho que, falando para as agências, né, que tão assistindo aí, eh, realmente você focar no seu negócio, no que você é bom, vai te dar dinheiro. Não quer dizer que você não pode oferecer outros serviços, mas você pode agregar esse serviço utilizando um parceiro especializado naquilo, né?
[17:12] Ramon: Perfeito, perfeito.
[17:13] Rodrigo: É, a Vitamina Web, por exemplo, eu, eu tenho uma tech tecnológica específica. Quando eu vou fazer aplicativo, eu uso essa tecnologia. Quando eu vou fazer site, e-commerce, essa tecnologia. Não necessariamente eu vou conseguir entender a agência, né, com essa tecnologia, porque eles, eles querem outras tecnologias, né?
[17:28] Ramon: Querem outras tecnologias. Perfeito. Perfeito. É, essa parte de parceria, cara, eu acho que é super natural, né? Cara, tem que ser encarado, pelo menos, dessa maneira, né? Mas a RD é um grande exemplo de você ter clareza que você tem parceria desenvolvidas. Eles, eles têm aquele programa, a RD Station, eles têm aquele programa com as agências, né? Então, se você quer implementar o RD, a gente tem as agências homologadas. Então, não é a, a RD propriamente dita que vai lá e implementar. Ela tem uma agência homologada que vai lá e implementa. Vtex também é assim, né? Imagino.
[18:03] Rodrigo: Plataformas de compras no geral.
[18:04] Ramon: As plataformas de e-commerce são assim, né? Novem, Shop, não sei. Você tem.
[18:08] Rodrigo: Esses programas de parceria. Até mesmo uma AWS, Amazon, por exemplo.
[18:11] Ramon: A AWS. É, o Marcelo, né, que tava aqui, ele é, ele é Marcelo, né? Isso, isso. Ele é parceiro da AWS, né? Oficial e tal.
[18:18] Rodrigo: É. Então, é, é assim, grandes corporações, que chega, chego num momento, grandes, grandes plataformas, que, pra ganhar escala, né, tem que ter um parceiro. E, pra uma agência não é diferente, né? Para você ganhar escala e tranquilidade, né? Porque, para um parceiro, você para sua demanda, né? Exato. A equipe interna, todo mês vem o boleto, né?
[18:34] Ramon: Exatamente. Se você não tem aquele serviço, eh, como o teu core business, como você falou, mas você quer oferecer, e aquilo vai gerar valor agregado para você, pega um parceiro. Fala, cara, eu não quero deixar de atender meu cliente, porque eu também não quero abrir portas para outros concorrentes. Então, eu vou, lógico, se aquilo fizer sentido pra você, eu coloco isso dentro do meu escopo, mas com um parceiro. Falar, aquele parceiro vai entregar. Eu acho que transparência nesse momento, pro cliente, é o que importa, entendeu? Ah, você vai fazer com um parceiro, vai fazer interno. Mas eu acho que, eh, o que importa pro cliente é o resultado no final. Você vai me garantir o resultado no final? Você vai trazer esse parceiro, vai ser legal, vai ser bom? Vai, eu garanto, a gente vai entregar isso no prazo pra você com maior qualidade, com esse parceiro. Eu acho que daí, eh, quem ganha é a, é o, todo mundo ganha, né? A relação fica transparente, todo mundo sabe. E eu acho que uma coisa, que vocês falaram aí na, no papo com, com o Marcelo, nessa primeira conversa que você fez aqui com, com o Papo Vitaminado, essa coisa também de você saber, eh, quando ganhar em cima de um serviço terceiro. Acho que muitas vezes não vale a pena você ficar brigando pra você ganhar em cima de um serviço que muitas vezes não é estratégico, né? A própria questão, né, eu, eu assisti o papo lá com o Marcelo, vocês falam muito sobre o próprio trabalho de host, né? Eu vou cobrar, um, o cliente vai pagar uma mensalidade, eu vou cobrar alguma coisa em cima dessa mensalidade. Mas até onde isso no final vai ser bom?
[20:07] Rodrigo: Vai ser bom, é.
[20:09] Ramon: Vai ser bom, é. Em algum, em algum momento o cliente vai, vai descobrir que o valor que você, obviamente, você pode dizer, pô, mas eu tenho o trabalho de gerenciar e tal, tem minha equipe aqui. Enfim, tem n justificativas que você pode usar para justificar cobrar em cima de um serviço terceiro, como um serviço de host, que você não tem muito, não tem uma parte estratégica. Você vai lá e contrata e hospeda, né? Não tem um.
[20:34] Rodrigo: Em alguns momentos o hosting é estratégico, né? Mas nem sempre é.
[20:39] Ramon: Nem sempre. Exatamente. Então tem momentos que é isso, a sua dica.
[20:41] Rodrigo: Mas o, mas assim, o hosting em si, o hosting no geral, ele é commodity, né? Ele é um commodity. O que a diferença é o serviço que você coloca em cima disso, né? A configuração, o setup, o monitoramento. Que daí você pode, realmente o que o que você falou. Saber cobrar apenas no que realmente faz necessário, né?
[20:58] Ramon: Exatamente. Cobra naquilo que vai fazer sentido e deixa transparente. Fala, o serviço de host você eu vou contratar pra você e tal, tá tudo bem, mas eu tenho um serviço aqui agregado, que é a gestão desse host, vou te dar um, mandar um relatório todo mês de consumo, vou ter uma pessoa que vai ficar de olho se aquele host tá, vai cair, se não vai. Enfim, você pode gerar um benefício em cima daquele serviço e você cobra, obviamente. Você fala, meu trabalho não é contratar o host, meu trabalho é gerir esse host pra você.
[21:26] Rodrigo: Bacana. Ramon, obrigado pelo nosso papo hoje. Espero que você tenha gostado, né? Com certeza eu gostei, né? Eu tenho certeza que quem vai nos ver também vai gostar bastante. Pra quem não conhece, o Instituto Mestre GP é um grande parceiro da Abrade, que é uma associação que eu sou presidente, atualmente. E também da Vitamina Web. Já fizemos algumas coisas em conjunto. Você que é gerente de projetos, tá vendo esse vídeo aqui, não deixe de conhecer o Instituto Mestre GP. Tem muito conteúdo interessante, tem um curso, tem dicas, tem,
[21:56] Ramon: Tem conteúdo. Tem eventos.
[21:57] Rodrigo: Nossa, tem, tem, tem tudo, né? Pra te municiar, você que é gerente de projetos, nas melhores práticas de gestão, né? Bom, pessoal, é isso. Obrigado, novamente, Ramon. E até o próximo encontro, gente. Valeu.